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Março, mês da mulher: prevenção e diagnóstico precoce ajudam a reduzir impacto das principais doenças femininas

Março é tradicionalmente marcado por debates sobre os direitos, o protagonismo e a qualidade de vida das mulheres. No campo da saúde, o período também reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular diante de doenças que ainda figuram entre as que mais afetam a população feminina no Brasil.

Dados do Ministério da Saúde apontam que as doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), seguem como a principal causa de morte entre mulheres brasileiras, respondendo por uma parcela significativa dos óbitos no país. Em seguida aparecem as neoplasias (cânceres), com destaque para o câncer de mama, o tipo mais incidente entre mulheres, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que apontam cerca de 74 mil novos casos por ano no Brasil no triênio mais recente.

Além dessas condições, outras doenças também têm impacto relevante na saúde feminina, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e transtornos de saúde mental, frequentemente associados ao estilo de vida, ao envelhecimento populacional e a fatores hormonais ao longo da vida da mulher.

Para especialistas, embora os números sejam preocupantes, muitas dessas doenças podem ser prevenidas ou controladas com mudanças de hábitos e acompanhamento médico periódico.

Entre as principais medidas de prevenção estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, monitoramento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da glicemia, além da suspensão do tabagismo.

Outro ponto central é a realização de exames preventivos recorrentes, fundamentais para identificar alterações ainda em estágios iniciais, muitas vezes antes do surgimento de sintomas.

Segundo a Dra. Isabele Azzem, médica ginecologista e docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), o acompanhamento regular permite detectar precocemente fatores de risco que podem evoluir para doenças mais graves.

“Março é um momento importante para reforçar que a mulher precisa olhar com mais atenção para a própria saúde. Muitas doenças se desenvolvem de forma silenciosa e só apresentam sintomas quando já estão em estágios avançados. A consulta periódica e os exames preventivos permitem identificar alterações precocemente e aumentar muito as chances de tratamento e qualidade de vida”, explica.

Entre os exames que fazem parte do acompanhamento feminino estão avaliações clínicas periódicas, exames laboratoriais, controle da pressão arterial e exames específicos como o Papanicolau e a mamografia, indicados de acordo com a idade e o histórico de saúde de cada paciente.

Para a especialista, o cuidado com a saúde deve ser contínuo e integrado ao longo de todas as fases da vida. “A prevenção ainda é o melhor caminho. Consultas regulares e hábitos saudáveis fazem toda a diferença para reduzir o risco das principais doenças que atingem as mulheres”, conclui.

Ascom

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