O Museu de Fauna da Caatinga (MFC), mantido pelo Centro de Conservação e Manejo de Faunas da Caatinga (Cemafauna Caatinga) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), alcançou a marca de mais de 30 mil visitantes desde sua criação, em 2012. O número expressivo reafirma a importância do espaço como referência regional em educação científica, conservação da biodiversidade e difusão do conhecimento sobre o bioma Caatinga.Único museu da região do Vale do São Francisco dedicado exclusivamente à fauna da Caatinga, o MFC apresenta ao público a riqueza biológica do semiárido brasileiro por meio de exposições científicas com mais de 70 peças de animais taxidermizados, materiais didáticos e experiências educativas que aproximam ciência e sociedade. O espaço integra as ações de pesquisa, conservação e extensão desenvolvidas pelo Cemafauna em cerca de quase 18 anos de atuação.Ao longo desse período, o museu já recebeu visitantes de todos os estados brasileiros e também do exterior, com registros de públicos oriundos de países como França, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra. Estudantes, pesquisadores, professores, gestores ambientais e turistas encontram no local uma oportunidade singular de conhecer espécies nativas, compreender os desafios da conservação e reconhecer o valor ecológico da Caatinga.Mais do que um espaço expositivo, o Museu de Fauna da Caatinga cumpre um papel estratégico na formação de uma consciência ambiental crítica. As visitas guiadas apresentam informações científicas acessíveis e contextualizadas, contribuindo para a valorização do bioma e para o entendimento das interações entre fauna, clima e atividades humanas no Semiárido.*Salvaguarda científica e produção de conhecimento*Para a coordenadora do Cemafauna Caatinga, professora Patrícia Nicola, o museu representa um patrimônio científico e educacional de grande relevância: “O museu vai além da educação científica. Ele funciona como uma salvaguarda de coleções biológicas que documentam a biodiversidade da Caatinga e o trabalho desenvolvido por nossas equipes ao longo dos anos. Entre os exemplares preservados estão espécies descobertas pelo Cemafauna, como uma nova espécie de Amphisbaena, a borboleta Melanistis caatingensis, além de insetos emblemáticos descritos em pesquisas recentes, como o besouro Athyreus arretado e a formiga Eurhopalothrix oxente. Esses registros reforçam a importância de fazer ciência no Semiárido, especialmente em um bioma ainda pouco estudado quando comparado a outros do país.” Segundo a pesquisadora, o acervo científico contribui para estudos taxonômicos, ecológicos e de conservação, além de servir como base para futuras pesquisas e políticas ambientais.Ciência, conservação e pertencimentoO trabalho do Cemafauna Caatinga reúne monitoramento de fauna, resgate e reabilitação de animais silvestres, pesquisa científica, educação ambiental e apoio a políticas públicas. O museu sintetiza essas ações, transformando resultados científicos em conhecimento acessível à população. Ao visitar o espaço, o público entra em contato com espécies emblemáticas do bioma e compreende o papel da Caatinga como patrimônio natural brasileiro, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a responsabilidade coletiva pela sua conservação.
Ascom Cemafauna
