Neste Dia dos Pais, os números chamam atenção para uma realidade que vai além da comemoração. Entre 2020 e 2025, quase 79 mil crianças foram registradas sem o nome do pai na Bahia, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, da Arpen-Brasil.
O estado concentra o maior número de casos do Nordeste: foram 78.958 registros, o equivalente a 7,56% dos nascimentos no período. Em Pernambuco, foram 45.564 crianças registradas sem a identificação paterna, representando 6,37% dos nascimentos.
No Brasil, mais de 1 milhão de crianças foram registradas apenas com o nome da mãe entre 2020 e 2025.
A ausência do nome do pai pode dificultar o acesso a direitos como pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários. A legislação permite que a mãe indique o suposto pai no momento do registro. Em caso de recusa, a investigação de paternidade pode ser encaminhada à Justiça, inclusive com exame de DNA gratuito para famílias que não têm condições de pagar.
Além disso, mutirões como o “Meu Pai Tem Nome” ajudam a regularizar registros e também possibilitam o reconhecimento da paternidade socioafetiva.
Mais do que um nome na certidão, reconhecer a paternidade significa assumir responsabilidades e garantir direitos. Neste Dia dos Pais, a mensagem é clara: paternidade também é presença, responsabilidade e proteção.
Da Redação
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