Para especialistas da área jurídica, a conscientização e a denúncia são passos decisivos para romper o ciclo da violência. “A defesa das mulheres vai além da existência da lei. Trata-se de um compromisso coletivo que envolve respeito, igualdade e responsabilidade social. Defender as mulheres é garantir que elas sejam ouvidas, acolhidas e protegidas, rompendo ciclos de violência que, muitas vezes, permanecem invisíveis. É também combater todas as formas de agressão (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial). Reconhecendo que nenhuma delas deve ser tolerada. A denúncia, nesse cenário, torna-se um instrumento essencial de transformação. Canais como o Disque 180 possibilitam que vítimas e testemunhas busquem ajuda de forma segura e sigilosa. Denunciar não é apenas um ato individual de coragem, mas um passo fundamental para interromper a violência e evitar que ela se repita.
O silêncio protege o agressor; a denúncia protege a vítima”, destaca, Ielly Barros, docente de direito penal da Wyden.Ainda há muito pelo que lutar em busca de respeito e igualdade de gênero, eliminando de vez a violência contra as pessoas do sexo feminino. No site naofiquecalado.com.br é possível encontrar informações sobre violência de gênero e caminhos para denunciar e buscar ajuda. O público masculino também é convidado a participar do movimento de conscientização para entender como os homens podem entrar neste jogo em defesa das mulheres.
Além de reunir diversas ferramentas de conscientização e apoio às vítimas de violência, a Iniciativa ainda amplifica iniciativas já realizadas pela Estácio, como osNúcleos de Práticas Jurídicas (NPJ), que oferecem orientação jurídica gratuita à comunidade, e os Serviços-Escola de Psicologia, onde alunos, supervisionados por psicólogos orientadores, prestam apoio psicológico.
Saúde Física e Mental
Sob a perspectiva médica, as consequências físicas também exigem atenção imediata e especializada. Lesões como hematomas, fraturas, traumas cranioencefálicos e danos internos são frequentes em casos de agressão e podem evoluir para complicações graves quando não tratadas adequadamente.
Para a Dra. Vera Lúcia Fonseca, médica e professora do IDOMED, a recorrência da violência amplia os riscos à saúde. “A agressão física é um evento traumático agudo que produz consequências complexas e multifacetadas, impactando o corpo e a mente, com efeitos imediatos e de longo prazo. Como lesões somáticas podemos citar equimoses, escoriações, lacerações, ferimentos cortantes ou perfurantes, fraturas e traumas cranioencefálicos. Muitas vítimas desenvolvem dores crônicas, incluindo cefaleia, fibromialgia, dores pélvicas e abdominais.”, destaca.
Do ponto de vista da saúde mental, os impactos são profundos e duradouros. Mulheres vítimas de violência apresentam maior risco de desenvolver ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, além de prejuízos significativos na autoestima e nas relações sociais. Para Erica Vacilloto Fregonesi Domingues, psicóloga do IBMEC, o ciclo de violência compromete diretamente o bem-estar emocional das vítimas.
“A violência não atinge apenas o corpo — ela desestrutura a saúde mental, gera insegurança constante e pode levar ao isolamento. O acesso ao acolhimento psicológico é fundamental para interromper esse ciclo e promover a recuperação dessas mulheres”, explica.
Não fique calado
Com o apoio do Instituto Yduqs, a iniciativa da Estácio reforça ainda a importância de canais oficiais de denúncia, como o Ligue 180, e destaca que o acesso à informação e o engajamento coletivo são fundamentais para reduzir os índices de violência e fortalecer a rede de proteção às vítimas no país. Mais informações e acesso aos conteúdos da campanha estão disponíveis em naofiquecalado.com.br
“Como a maior universidade do Brasil, entendemos nosso papel em levar informação e apoio à sociedade, conectando nossos serviços à iniciativa e fortalecendo a atuação dos Núcleos de Práticas Jurídicas e dos Serviços-Escola de Psicologia”, destaca Renata Tasca, diretora de Estratégia de Marcas e Mídia da Estácio.
Ascom
